Ciberativismo

ciberativismo

oi
Vcs viram isso?

Coloquei nos comentários um texto que recebi em 2004 por e-mail de "Fr@nk" na quinta-feira, Agosto 28, 2008 5:01:00 AM:

Oi

Estamos chegando a 1984?

Beijins,
Fa
fconti@uol.com.br


Encomendando uma pizza em 2015...


Telefonista: "Pizza Hot, bom dia".

Cliente: "Bom dia, quero encomendar uma pizza sff".

Telefonista: "Pode me dar o seu NIDN, sff?"

Cliente: "Com certeza, o meu número de identificação nacional, é
6102049998-45-54610".

Telefonista: "Muito obrigado, Sr Kerry. A sua morada é 1742 Meadowland Drive, e o seu número de telefone é 494-2366, o seu número no escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-2566. De que número o Sr. ligou?"

Cliente: "Eu? Estou em casa. Onde foi buscar essas informações todas?"

Telefonista: "Nós estamos ligados em rede ao Sistema."

Cliente: (Suspiro) "Ah, sim... Eu queria encomendar duas pizzas com
queijo extra e camarão..."

Telefonista: "É capaz de não ser boa idéia."

Cliente: "Desculpe!!!?"

Telefonista: "Consta na sua ficha médica que sofre de hipertensão e de um nível muito alto de colesterol, além disso, o seu seguro de vida desaconselha vivamente escolhas perigosas para a sua saúde."

Cliente: "Pois é... tem razão! O que é que me propõe?"

Telefonista: "Por que que não experimenta a nossa pizza light com
iogurte de soja? Tenho a certeza que vai adorar."

Cliente: "Como é que sabe que vou adorar!!!?

Telefonista: "O Sr. consultou o site "Recette Gourmandes au Soja" na biblioteca municipal dia 15/01, às 14h32h, onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos, daí a minha sugestão."

Cliente: "Pronto, está bem!. Dê-me duas pizzas familiares. Quanto é?"

Telefonista: "É a escolha certa para si, sua esposa e respectivos 4
filhos; são 49,99$."

Cliente: "Quer o meu número de cartão de crédito?"

Telefonista: "Lamento, mas vai ter que pagar em dinheiro. O limite do
seu cartão de crédito já foi ultrapassado"

Cliente: "Não faz mal; eu vou ao multibanco levantar dinheiro antes que chegue a pizza."

Telefonista: "Duvido que dê. Tem a conta a descoberto."

Cliente: "Meta-se na sua vida. Mande-me as pizzas que eu arranjo o
dinheiro. Quando é que entregam?"

Telefonista: "Estamos um pouco atrasados. Daqui a 45 minutos serão
entregues. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las; só que
transportar duas pizzas de moto não é aconselhável, além de ser perigoso".

Cliente: "Mas que raio de história é esta, como é que sabe que tenho
uma moto?"

Telefonista: "Peço desculpa, apenas reparei que não tinha pago as prestações do carro e que ele foi penhorado. Mas a sua Harley está paga.
Daí pensei que fosse utilizá-la"

Cliente: "@#%/$@&?#!"

Telefonista:"Agradeço que não me insulte... Não se esqueça que já foi condenado em julho de 2009 por Insulto a Agente na via pública".

Cliente: (Silêncio)

Telefonista: "Mais alguma coisa?"

Cliente: "Não, é tudo... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção".

Telefonista: "Peço imensa desculpa, mas o regulamento da nossa promoção descrito no art.3/12 proíbe-nos de enviar bebidas com açúcar para pessoas diabéticas."

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Respostas a este tópico

Eu vi este post no blog do Rodrigo, é apavorante isto, uma distopia pra la de possivel de acontecer. O que me deixa preocupado, é que é um movimento mundial, e na Europa é onde esta acontecendo as maiores aberrações e o povo não reage. Teve um Francês que me falou que a maioria das pessoas na França acha normal o controle de downloads de midia.

Estamos em vias de vivenciar a ditadura do capitalismo, e consquentemente um novo movimento migratório nos moldes que aconteceu nos EUA quando a industria de cinema migrou para a California para fugir do controle de direitos autorais impostos na outra costa.

Este controle é terrrivel e fere totalmente nosso livre arbitrio.

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É realmente assustador, João.

O projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), que sugere um maior controle da Internet, em discussão do Congresso, é o que mais me assusta. Sob o argumento do combate ao cibercrime, comete uma série de agressões à liberdade de expressão, a privacidade e ao livre arbítrio. Todo mundo vira culpado antes de provar a inocência.

O projeto, entre outros itens, obriga o provedor a monitorar usuário e tipifica algumas aplicações, consideradas polêmicas. Entre elas, por exemplo, a chamada "legítima defesa digital", que é a permissão de uma empresa contratar um profissional para interceptar dados, caso a corporação se sinta lesada de alguma forma na Internet. Este conceito, alertam especialistas, poderia justificar a interceptação de dados sem a autorização judicial.

Daí, para o Estado utilizar o dados para outros fins, é um pulinho. O verdadeiro 1984, como disse a Fa.

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Chico, o conceito da defesa digital, ou do justiceiro digital foi elimado duas versões atras. Mas o projeto ainda continua problemático, os pontos polêmicos são:



Seria mais prático eu escrever que o projeto em si não presta, não vai resolver o problema a que se propõe, e vai causar muitos transtornos aos cidadãos de bem.

Alexandre Oliva relacionou no blog dele todos os pontos controversos do projeto e que na nossa opinião devem ser eliminados:

Artigo 2º do projeto de lei, 285-A no código penal: reforça medidas técnicas de DRM, como as que tentam impedir o desbloqueio de celular, reprogramação de equipamentos eletrônicos, etc

Artigo 2º do projeto de lei, 285-B no código penal: cria uma nova forma jurídica de restrição de acesso e divulgação de cultura e informação, criminalizando inclusive o download, a engenharia reversa, etc.

Artigo 3º do projeto de lei, 154-A no código penal: criminaliza o envio de e-mails com lista de destinatários visível pelos demais, assim como outras formas de divulgar informação pessoal sem autorização prévia e sem conseqüências.

Artigo 5º do projeto de lei, 163-A no código penal: criminaliza o envio de arquivos contendo vírus, trojans, etc, para empresas e pesquisadores anti-vírus, assim como a instalação cuidadosa desses programas maliciosos em computadores ou redes privadas, para fins de estudo de seu comportamento e desenvolvimento de medidas de contenção.

Artigo 6º do projeto de lei, 171 no código penal: reforça a criminalização da instalação de software de desbloqueio introduzida em 285-A.

Artigo 10º do projeto de lei, 251 no código penal militar: versão militar do 163-A do código penal.

Artigo 12 do projeto de lei, 262-A no código penal militar: versão militar do 171 do código penal.

Artigo 13 do projeto de lei, 339-A, 339-B e 399-C do código penal militar: versões militares do 285-A, 285-B e 154-A do código penal.

Artigo 16 do projeto de lei: definições excessivamente amplas tornam folhas de papel, fitas K7, CDs, DVDs, tanto (I) dispositivos de comunicação como (II) sistemas informatizados; consideram artigos e livros impressos como (III) redes de computadores; e consideram como (IV) código malicioso o programa escrito para o exercício regular de direito, para a legítima defesa de direito, ou mesmo como forma de protesto na forma de desobediência civil. As definições de (V) dados informáticos e (VI) dados de tráfego são remanescentes de rascunhos anteriores, não sendo utilizadas na versão atual, devendo portanto ser removidas.

Artigo 20 do projeto de lei, 241 no estatuto da criança e do adolescente: torna mais ambígua a redação, dando margem à criminalização de inúmeros atos envolvendo fotografias sem qualquer cunho sexual, assim como de imagens com pornografia envolvendo somente adultos. Busca criminalizar a mera posse de material de teor sexual envolvendo crianças ou adolescentes, criminalizando assim a investigação privada e a retenção, para fins de denúncia, desse tipo de ato.

Artigo 22 do projeto de lei: (I) obriga provedores a armazenarem informação que de nada servirá aos alegados propósitos da exigência, com risco de, ao ser estendida, na regulamentação, para servir aos propósitos originais, proibir redes sem fio municipais e outras formas de comunicação sem identificação positiva; (II) extingue qualquer limite da informação que se pode exigir de um provedor, dando margem a toda sorte de abusos decorrentes de exageros de poder e inviabilidade técnica; (III) terceiriza aos provedores, sem qualquer justificativa razoável, a recepção de denúncias de suspeitas de cibercrimes, assim como seu repasse às autoridades às quais a denúncia deveria ter sido encaminhada em primeiro lugar.

Todo mundo já sabe que o projeto beneficiará aos Bancos e a Indústria de Intermediação cultural, o consenso popular contra o projeto aumenta a cada dia, já são 111 mil assinaturas na petição online pelo veto ao projeto. E o Senador Azeredo esta querendo ignorar e minimizar esta expressão democratica dizendo que a petição não tem valor porque se fundamenta em afirmações falsas. Segundo o mal informado Senador, a petição fala que o PL 89/03 criminalizará os downloads e fala que ela também cita que o desbloqueio de celular é crime. Veja que a petição não fala nada disto. Falsa são as mal intencionadas afirmações do Senador, que quer a todo custo nos empurar este projeto monstruoso.

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A grande mídia vende pacotes terroristas com doses homeopáticas de medo, de insegurança e de impotência frente à tanta violência, seu dinheiro não está seguro no banco, seus filhos serão vítimas de pedófilos... cuidado há um pedófilo à cada esquina. Muita hipocrisia na campanha VIGILÂNCIA jÁ!

E o "povo" ao pensar que está sendo protegido... não vê o grande roubo deste século, nossa LIBERDADE!

Inseguro é estar nas mãos de políticos lobistas que estão a vender nossa liberdade sem medir as consequências irreversíveis deste ato e condenando as gerações futuras a um estado permanente de vigilância.

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