Ciberativismo

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Prazer em conhecê-los virtualmente. ;)

Sou publicitário (UFRGS, 1995/2) e mestre em Ciências da Comunicação (Unisinos, 2009), casado, sem filhos, 36 anos e moro em Porto Alegre/RS. Sempre me envolvi com política e desejo trabalhar com sustentabilidade, inclusão digital e educação. Sou pesquisador em redes sociais, com interesse particular na emergência do uso das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação - ex. Ning, blogrings, Orkut, Twitter, Seesmic, etc.).

Depois de muita pesquisa no mestrado, cheguei à conclusão de que o jovem e as pessoas em geral são inteligentes e interessadas em resolver os problemas. Todavia, quase ninguém se interessa por movimentos que não contenham elementos do discurso do consumismo. E, como as pessoas só se unem a partir de interesses comuns sem necessariamente estabelecer entre si laços afetivos a partir da internet e da mídia de massa, a ágora da rua, da praça como espaço de discussão política e social perdeu espaço. Então, a maioria das manifestações públicas é vista com repúdio porque não interessa aos mecenas das campanhas políticas dos eleitos por todos os partidos - que, por sinal, são os patrocinadores graúdos da mídia de massa. Logo, temos um pensamento único da mídia que não condiz com a realidade das demandas sociais de pequenas comunidades.

Acredito que o ativismo em rede não pode ser verticalizado, isto é, não pode ser liderado por hierarquias e por burocracias. Também não deve bancar ou ser bancado por partidos, empresas, sindicatos, igrejas e assim por diante. Por isso, embora a democracia representativa seja o menos pior dos sistemas políticos até agora, ela não é suficientemente ágil nem justa. Então, eu e outros acadêmicos como Júlio Valentim, doutorando da UFRJ; Fábio Malini, prof. da UFES; Henrique Antoun, Giuseppe Cocco e Ivana Bentes, cada um segundo a sua própria especialidade, estamos tentando investigar a possibilidade de usar a democracia PARTICIPATIVA via internet.

Há vários pesquisadores de renome internacional em redes sociais aqui no RS, mas eu sou um iniciante e apenas eu me interesso por política.

Então, creio que o ciberativismo é extremamente direcionada a esse rumo. As pessoas confundem política com partidos e com ideologias estanques. Mas isso não é verdade.

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